terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Capítulo 12 - Capitulação

Isso existe.

Nem me lembro mais de que isso existe.

Escrever em folhas de papel, em blogs anônimos noite a dentro, não passa de uma espécie de desabafo a ninguém. mas nesses desabafos a ilusão de ser ouvido se permite - ele tem mais poder que o diário pois a ilusão de outro é mais forte. talvez isso se justifique pela possibilidade de que haja mesmo um outro. um ouvido.

Mas eu, que faço alguns blogs pra escrever cujo título esqueci, cujo primeiro post foi o único, cujo link nunca enviei pra ninguém,

que esperança posso ter de que o notem, ou o comentem?

nenhuma.

mas aí, o silêncio é meu.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Capítulo 11 - Recapitulação

"Recapitulação". Nem mesmo sei o que quis dizer.

Mas torno novamente ao lar dessas páginas com o intuito de retorná-lo ao outrora caloroso livro de histórias, que se perdeu em reflexão, como acabo fazendo agora.

Conto novas memórias e reflexos que fiz ao longo do tempo em que estive em outras bandas, fazendo coisas imencionáveis das quais só conto opiniões e trechos deformados pela visão artística que aqui emprego.

Recapitulo porém, os capítulos já passados, no que têm de comum com este: tentam eles procurar significado numa história que paira a ser contada, mas não contam, e seguem repetindo sua não-história por tempos, fazendo apenas reflexão de acontecimentos que impedem que seja feita vista da verdadeira história por trás das palavras.

Este capítulo, por tanto, foi apenas um aviso de que este comportamento reflectivo está para acabar;

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Capítulo 10 - Criação

A criatividade é uma habilidade que está em falta.

Eu mesmo, mal consigo fazer mais que narrar fatos de meu cotidiano, e ainda agora estou atrasando a história que motiva à existência desses capítulos, que já somam 10! E quanto à maioria das pessoas, que nem sequer escrevem?

Não que escrever seja necessário; é bom, mas não necessário. Acredito que exercita lá um punhado de funções cerebrais que eu jamais poderia nomear, por falta de conhecimento e memória, coisas que muitas vezes resultam em resultado semelhante. o fato é que, sei que vai soar um pouco irônico nessa situação, mas entre outras coisas, conhecimento e memória são exercitados ao se escrever. cada coisa um pouco, dependendo do que se quer escrever, e como. então, se quiser, escreva; admito que levei isso um pouco mais adiante do que deveria, mas não é o que tenho feito com essas reflexões?

Criatividade, acredito, é uma coisa subestimada. Até no mais desagradável dos empregos, com a possível exceção de contador(comentário pythonesco), é possível se beneficiar dela. seja criando um novo método de fazer as coisas ou solucionando algo de modo criativo. acontece, porém, que o fator medonho que impede a criatividade de se manifestar é, nada mais nada menos, que o medo.

O medo é o maior inimigo da criatividade, e pensando bem, a reflexão não é muito amiga do tempo, também. Acabo esse capítulo para ver se no outro sai logo o que é preciso.

Capítulo 9 - Vizinho

Hoje aconteceu algo estranho, que me sinto na obrigação de relatar aqui.

Eu voltava para casa, depois de um dia cansativo quando luzes acesas denunciaram a presença de um novo vizinho, na casa até pouco vazia que fica ao lado da minha. Não sabia exatamente qual das regras de hospitalidade e/ou boa vizinhança deveria seguir, e como deveria balanceá-las com minha própria timidez. mas como o portão estava aberto, decidi chegar pelo menos até a porta, também aberta, e caso possível, dizer aos novos divisores do bloco que eram bem vindos ali. entrei.

Talvez por culpa da metáfora já velha que trata o local desconhecido como uma selva perigosa, quando um cachorro exageradamente grande saiu de dentro da porta e veio correndo em minha direção, não consegui evitar de imaginá-lo como um leão que, ao pular, abocanharia minha cabeça e deixaria apenas o corpo inerte para se decompor aos poucos.

Graças aos céus, o cachorro era manso, e o dono chegou em pouco para tirá-lo de cima de mim. O problema é que, depois disso, não consigo tirar da minha mente a cena de meu patrão, entrando num escritório, com uma expressão ferina. Preciso dormir e relaxar um pouco, eu acho.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Capítulo 8 - Explicações

Vocês, que estão lendo, texto após texto, capítulo após capítulo, podem estar se perguntando quando, afinal, eu vou começar a contar a história cujo objetivo deste livro, como eu já disse, é contar.

O problema é que, quando se trata de assunto tão complicado, tende-se a expô-lo de modo... bem, não sei de que modo. Esse é, essencialmente, o problema.

Quando se conta uma história polêmica demais, ou assustadora (moralmente falando), certas dificuldades surgem. você não quer fazer com que seu leitor saia correndo e decida jamais voltar a ler o que você escreve, ou que ele arremesse o livro ao rio, e aconselhe outros a fazerem o mesmo.

Então, com este capítulo, estou tentando explicar minha demora. e também, o que eu acho que é verdade, que as divagações que estão aparecendo não passam de tentativas de meu cérebro, das quais não tenho tanta consciência, de atrasar o progresso da história.

Mas não acontecerá novamente! começarei sim, o mais rápido possível.

Nos vemos no próximo capítulo.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Capítulo 7 - Ironia

Eu sei que pode parecer uma história absurda, mas vá lá:

Um de meus sapatos(tudo bem, é um tênis, mas uma frase com a palavra "tênis" nunca é boa) tem um sério problema. cheira mal.

Conseqüentemente, eu o evito. Mas às vezes, quando vou a algum lugar aonde espero sujar bastante o tênis que usar, o uso, afinal, a aparência dele ainda é boa, é preto, e não deixa o meu pé cheirando mal, apenas ele mesmo.

Então, recentemente, saí com este tênis. Chovia. Ficou encharcado. Ao chegar em casa, ele reclamava água através de seus poros, e me olhava chateado de cima do tapete onde o havia deixado ao finalmente rumar para minha cama.

No dia seguinte, fui resgatá-lo. Agora sua expressão era nula e, surpreendentemente, o cheiro ruim havia desaparecido!

Não sei, mas posso apostar que isso é uma metáfora para alguma coisa.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Capítulo 6 - Impulsos

Leitor, quero que se lembre de algo que talvez não saiba: eu não devo nada a você.

Pode ser que o escritor que escreva pela fama, ou pelo dinheiro, deva. mas eu não. escrevendo por escrever, não faço, realmente, questão de ser lido. aqui, só quero escrever. não achem que vou deixar de obedecer a impulsos que me levem a refletir em certos capítulos por sua causa. - embora eu tenha dado explicações e até pedido desculpas em alguns momentos, saiba que faço isso a título de informação, e em alguns casos, por educação. não pense que a história vai mudar por você