segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Capítulo 4 - Interrupções

Sei que já demorei mais do que devia para começar a contar alguma história interessante. algo que distraia a mente do leitor, que, afinal, começou a ler isto por este mesmo motivo. Sei que não quer que uma história sem graça ou movimento permita que você volte a pensar em seus problemas e em como você deveria os estar resolvendo ao invés de aqui, lendo este livro. Mas infelizmente, enquanto escrevo, há uma pessoa insistentemente tentando falar comigo, e mesmo este capítulo virtualmente inútil se tornou difícil de escrever, já que tenho que escrevê-lo enquanto respondo educadamente a perguntas sobre assuntos que não me interessam nem um pouco no momento. a história será contada a vocês em breve.

domingo, 28 de dezembro de 2008

Capítulo 3 - História pessoal

Uma coisa comum nas histórias que não se sabe ao certo porquê escreve(e também nas que se acha ter algo a dizer) são as memórias auto-biográficas. Alguns livros, admita-se ou não, são um certo tipo de diário, ainda que escrito a partir de memórias longínquas, e não "diariamente". em outras palavras, são histórias pessoais, e/ou reflexões íntimas e/ou confissões do autor. este livro não está exatamente em nenhuma destas categorias, mas acho que, ao mesmo tempo, está um pouco em cada uma delas. de qualquer forma, é algo bem pessoal.

Sendo assim, já que vão me conhecer tão pessoalmente, podem me chamar de Bruno, sem se preocupar com sobrenomes. Pode considerar isto como um sinal de minha confiança.

sábado, 27 de dezembro de 2008

Capítulo 2 - da Linguagem

Um dia, ouvi uma crítica:
"Você mistura muito a linguagem culta com a coloquial. Palavras antigas com contemporâneas...", entre outras coisas do tipo.

Sei que é verdade, e como alguns outros "erros" que cometo(não todos, é claro), é intencional. a mistura de diferentes tipos de linguagem em meus textos não existe em todos, mas eu resolvi que aqui ela ficaria, por um motivo muito simples: é assim que eu falo.

Eu e muitos amigos falamos assim. É o resultado de conviver, simultaneamente, com pais e professores comuns, amigos drogados, cultos, extravagantes, com gírias de diferentes tipos, entre alguns amigos que por vezes têm mais de uma característica destas ao mesmo tempo. junte-se a isso a fala rebuscada dos livros que eu leio, a fala cortada da internet e a fala comum da televisão, e de algum lugar nesta mistura, sairá o meu modo de falar, que além dos outros fatores, é modulado pela minha preferência. admito que escrevo diferente do que falo, mas ao mesmo tempo, não estou tentando me adaptar a nada.

Esta linguagem será usada pois, afinal, se ela é suficiente para falar com meus amigos e parentes, então é mais que suficiente para escrever um texto sem pretensão. então, não me levem a mal: eu simplesmente não vejo necessidade de fazer um texto muito rebuscado.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Capítulo 1 - Livro

Porquê alguém escreveria um livro?

Não há muitas possibilidades diferentes. A pessoa pode ser um acadêmico, cujo livro diz respeito à área que estuda. pode ser algum ingênuo que busca e fama e renome do modo errado, talvez por não ter características que permitiriam que se destaque em alguma outra área, como timidez ou feiúra extremas. há também o jovem ingênuo e esperançoso, a pessoa que espera apenas ganhar dinheiro, e aquela que acredita ter algo a dizer. Eu não me enquadro em nenhuma categoria. talvez até me enquadre, mas em uma outra, que, porquê não?, talvez seja ainda maior que as já mencionadas: a das pessoas que não sabem ao certo porquê escrevem.

Imagino que possa parecer estranho a certas pessoas, dedicar tanto esforço e tempo a algo que nem se sabe porque faz. mas aqueles que, como eu, escrevem por este mesmo motivo, entendem, e quem não entende continuará(ou não) a ler independente disso. então, vou refletir sobre isso em algum outro lugar, quando houver mais coisas sobre as quais refletir.

Novo blog - e o único texto normal

Olá, pessoas.

Este é o meu novo blog.Conta a história de bruno(nome fictício que resulta de coincidência), um rapaz que conta a sua própria história.

resolvi colocar esta introdução, mas saibam que qualquer coisa que a siga,independente das aparências, é algo dito por ele, e não por mim,e faz parte da história que ele conta.

é só isso.

obrigado pela atenção, e espero que gostem.