quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Capítulo 10 - Criação

A criatividade é uma habilidade que está em falta.

Eu mesmo, mal consigo fazer mais que narrar fatos de meu cotidiano, e ainda agora estou atrasando a história que motiva à existência desses capítulos, que já somam 10! E quanto à maioria das pessoas, que nem sequer escrevem?

Não que escrever seja necessário; é bom, mas não necessário. Acredito que exercita lá um punhado de funções cerebrais que eu jamais poderia nomear, por falta de conhecimento e memória, coisas que muitas vezes resultam em resultado semelhante. o fato é que, sei que vai soar um pouco irônico nessa situação, mas entre outras coisas, conhecimento e memória são exercitados ao se escrever. cada coisa um pouco, dependendo do que se quer escrever, e como. então, se quiser, escreva; admito que levei isso um pouco mais adiante do que deveria, mas não é o que tenho feito com essas reflexões?

Criatividade, acredito, é uma coisa subestimada. Até no mais desagradável dos empregos, com a possível exceção de contador(comentário pythonesco), é possível se beneficiar dela. seja criando um novo método de fazer as coisas ou solucionando algo de modo criativo. acontece, porém, que o fator medonho que impede a criatividade de se manifestar é, nada mais nada menos, que o medo.

O medo é o maior inimigo da criatividade, e pensando bem, a reflexão não é muito amiga do tempo, também. Acabo esse capítulo para ver se no outro sai logo o que é preciso.

Capítulo 9 - Vizinho

Hoje aconteceu algo estranho, que me sinto na obrigação de relatar aqui.

Eu voltava para casa, depois de um dia cansativo quando luzes acesas denunciaram a presença de um novo vizinho, na casa até pouco vazia que fica ao lado da minha. Não sabia exatamente qual das regras de hospitalidade e/ou boa vizinhança deveria seguir, e como deveria balanceá-las com minha própria timidez. mas como o portão estava aberto, decidi chegar pelo menos até a porta, também aberta, e caso possível, dizer aos novos divisores do bloco que eram bem vindos ali. entrei.

Talvez por culpa da metáfora já velha que trata o local desconhecido como uma selva perigosa, quando um cachorro exageradamente grande saiu de dentro da porta e veio correndo em minha direção, não consegui evitar de imaginá-lo como um leão que, ao pular, abocanharia minha cabeça e deixaria apenas o corpo inerte para se decompor aos poucos.

Graças aos céus, o cachorro era manso, e o dono chegou em pouco para tirá-lo de cima de mim. O problema é que, depois disso, não consigo tirar da minha mente a cena de meu patrão, entrando num escritório, com uma expressão ferina. Preciso dormir e relaxar um pouco, eu acho.