quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Capítulo 9 - Vizinho

Hoje aconteceu algo estranho, que me sinto na obrigação de relatar aqui.

Eu voltava para casa, depois de um dia cansativo quando luzes acesas denunciaram a presença de um novo vizinho, na casa até pouco vazia que fica ao lado da minha. Não sabia exatamente qual das regras de hospitalidade e/ou boa vizinhança deveria seguir, e como deveria balanceá-las com minha própria timidez. mas como o portão estava aberto, decidi chegar pelo menos até a porta, também aberta, e caso possível, dizer aos novos divisores do bloco que eram bem vindos ali. entrei.

Talvez por culpa da metáfora já velha que trata o local desconhecido como uma selva perigosa, quando um cachorro exageradamente grande saiu de dentro da porta e veio correndo em minha direção, não consegui evitar de imaginá-lo como um leão que, ao pular, abocanharia minha cabeça e deixaria apenas o corpo inerte para se decompor aos poucos.

Graças aos céus, o cachorro era manso, e o dono chegou em pouco para tirá-lo de cima de mim. O problema é que, depois disso, não consigo tirar da minha mente a cena de meu patrão, entrando num escritório, com uma expressão ferina. Preciso dormir e relaxar um pouco, eu acho.

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